Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Blog da Semana: Tempo Político

Vou saudando regularmente os nomes, as figuras, que tendo uma qualquer expressão pública, aderem ao mundo dos blogues e com isso ampliam e complementam a sua presença nos meios clássicos.

A mais recente chegada à blogoesfera é da politóloga Marina Costa Lobo. Habituámo-nos a vê-la em televisão, ou a ler em jornais, onde publica regularmente, analisando e explicando o fenómeno político e eleitoral. Distingue-a de outros comentadores o facto de fazer mais investigação e menos opinião – ou seja, maior rigor, menos palpite. Explicação, observação, estudo.

E é isso que ela promete no seu novo blog, Tempo Político, que se diz “sobre política, entre ciência e actualidade”.

Marina Costa Lobo é investigadora do Instituto de Ciências Sociais, doutorou-se em Ciência Política na Universidade de Oxford, e tem estudos publicados sobre instituições e partidos políticos, e sobre o impacto dos líderes no comportamento de voto. Desde 2001 que é co-directora do Projecto Comportamento Eleitoral e Atitudes Políticas dos Portugueses.

Esta resumo biográfico serve para justificar o interesse acrescido do seu blog num ano em que vamos ter três eleições e é em si um ano atípico. Além dos momentos de voto e de decisão, e das polémicas qe já os envolvem, vivemos sob a capa de uma profunda crise – enfim, um ano em que a politica vai ser determinante e absorver muito do espaço informativo.

Vejamos um exemplo concreto, o caso Freeport. Temos lido e ouvido de tudo. Uma investigadora olha o tema de outra forma. Escreve Marina Costa Lobo no blog:

“As televisões e os jornais escondem a falta de factos concretos e de informação sobre o caso com opiniões de peritos.
Essa politização da realidade ficou clara nos últimos dias por exemplo nas declarações de Freitas do Amaral e João Cravinho. Ambos assumiram posicionamentos opostos em relação ao caso, embora focando aspectos diferenciados do processo. (...)
Estes posicionamentos servem sobretudo para ilustrar a forma como os portugueses seguem estas notícias. Por enquanto, e à falta de certezas, cada um interpreta segundo as suas convicções políticas, as suas simpatias partidárias e a confiança em relação aos políticos”.

Eis então um olhar desapaixonado, porém empenhado e sério, sobre o tempo vivemos.

Tempo-politico.blogspot.com, e aí está Marina Costa Lobo em tempo real. Quem quiser ver ao vivo, tem lá o anuncio já para a próxima terça, dia 9, no Instituto de Ciências Sociais, na Conferência Internacional sobre o Poder em África. Escreve Marina no blog:

“Já todos sabiam que Portugal foi "o primeiro país a democratizar-se na 3a. vaga de democratização" (...). O que talvez estejam menos a par é que Portugal tem tido um papel bastante importante na forma como os países de língua portuguesa têm negociado, empreendido e por vezes apenas fingido, transições para a democracia desde os anos noventa. É um projecto sobre o qual em breve (espero) iremos publicar um livro. Vou informando”.

E nesta Janela este é mais um blog a ter em conta, todos os dias.

publicado por PRD às 22:43
link do post | comentar
2 comentários:
De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 23:25
não deixem de visitar:
http://www.combranco.blogspot.com/


De silva a 12 de Março de 2010 às 10:38
Marocas Assis
Meu humano enriquecido
Rico, deixe-me adivinhar os seus pensamentos ao abrir esta carta: -“esta só com uma providência cautelar é que se cala”, – ah,ah,ah…
Não é bem assim, amor, mas já sabe que eu não resisto a uma provocaçãozinha… ora, os seus inumérrimos aparecimentos na tv, os joguinhos do “despede não despede”, e principalmente o seu ar trágico-marítimo, fazem do meu salão de refeições, que a minha sopeirinha continua a chamar de cozinha grande, um espaço de tertúlia permanente.
Fazendo fé na minha assessora de imprensa, - a-tal-que-veio-dos-paises-que-o-António-não-gostava, - por causa desse seu divertimentozeco, só há uma coisa que na NET ainda ninguém lhe chamou: boa pessoa!!! Ah, ah, ah…
A sopeirinha só diz que, uma empresa que pretende fazer uma remodelação e despede alguns dos melhores empregados, traz água no bico!... Foi então que eu puxando do meu “savoir faire”, da minha experiência e principalmente do conhecimento das manhas do rico, lhe disse:
- Ó criatura, veja se acompanha os meus neurónios: se eu tiver um jardim muito bonito que é cuidado por dois jardineiros e quiser que o dito jardim se vá degradando, qual deles devo despedir, o bom ou o mau?
Bem, rico, não sei se ela acompanhou a velocidade dos meus neurónios, mas com aquela carinha de pão ázimo que Deus lhe deu, avançou:
- Sendo assim, o seu amigo, - referia-se a si - apesar de toda a fanfarronice, não passa dum mau jardineiro, que o dono do jardim pretende manter a todo custo!...
- Credo, criatura, vire para lá essa boca, - disse eu tentando manter algum respeito.
-… então, o “jardim” está cada vez mais degradado, as ervas daninhas são as plantas mais cuidadas, mais acarinhadas, as de que mais mordomias usufruem…
- A colega tem razão, tia, - volve agora a Natacha, - bom jardineiro, passe o eufemismo, é o que sabe afastar as ervas más. No Casino Estoril, para, como dizem os portugueses, chamarmos os bois pelos nomes, isso é tarefa impensável, com a agravante de, e aqui penso que até os deuses terão dificuldade em entender porquê, só proliferar a mediocridade e o compadrio! É voz corrente, que alguns empregados postos na lista de despedimentos, são profissionais de primeiríssima qualidade…
- Pronto, meus amores, acabou o recreio. A Maria vai fazer um arrozinho de carqueja para o jantar e a Natacha vai… vai… olhe vá ler um livrinho do Júlio Dinis porque a NET anda a pô-la stressadérrima, q’rida.
Puxa, rico, estas criaturas… parecem você nos bons velhos tempos… dá-se-lhe um pé… e em vez de pedirem a mão… querem é afastá-lo o mais possível do outro! Ah, ah, ah!
E isto não é nada, q’rido. Às vezes deixo-as sós… e ponho-me a escutá-las, pois se toda a gente escuta, tá a ver… O engraçado é que minha avó costumava dizer: - “Quem muito escuta, mal de si ouve”, - e agora vejo que é verdade, porque eu tenho ouvido dizer mal de si, ah, ah, ah! Não acha chiqérrimo?
A sopeirinha então é de mais, como é prima daquele seu empregado que-a-coisa-mais-moderna-que-tem-em-casa-é-o-contador-da-água, e que ao que me consta também está para ir na “sua cheia”, (ela diz que ele se ofereceu!) só não diz que o rico é santo. Até diz que, “o rico está para o jogo, como o espeto de pau está para o ferreiro”, ih, ih, ih… Mas dizia mais: -“Até desconfio que o amiguinho da patroa deve ser filho de algum “pato-bravo”. É o chefão de um casino e só pensa em obras. Palpita-me que do que custa cem, apresenta facturas de duzentos; como o Estado paga metade… cala-te boca, que a inspecção faz de “Dona Isabel” mas as escutas andam por aí…”
- “Ai Maria, dizia a Natacha, se calhar estás a exagerar…”
- “Era bom que estivesse. O que tu lês nos jornais é só o que eles querem que se saiba. Por exemplo, quanto é que o Estado pagou por aquela parte da sala de jogos do Casino Estoril, que agora é uma discoteca alugada a uma amiguinha do presumivel “mau jardineiro”, pelo preço da uva mijona?”
Amor, não leve a mal mas, às vezes é melhor que ir ao teatro; deliro com aquelas expressões chiqérrimas da “santa terrinha” Só lhe conto isto porque aqui, sei que fica entre nós. Pelo telefone, rico, vade rectro Satanás, não me atrevia, porque o SOL… tá a ver… tem ouvidos de tísico, ah, ah,ah… Se calhar também só ouve o que lhe convém, porque daquela rixa no seu mais que tu


Comentar post

PRD

Pesquisar blog

 
Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

Textos recentes

...

Blog da Semana: As Penas ...

Outra vez o casamento ent...

Em dia

Lhasa de Sela

O ritual de Cavaco

2010

Blog do Ano 2009: O Alfai...

O ano 2009 - II

O ano 2009 - I

Arquivos

Outubro 2011

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

favorito

Leituras de sábado

Declaração de voto

Seis anos já cá cantam.

Na melhor revolução cai a...

Subscrever feeds