Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Blog da Semana: O Velho Blitz

Para os leitores de jornais que gostam de música, o nome Blitz soa bem – soa ao jornal português dedicado à música popular que maior sucesso e maior longevidade teve no nosso pequeno mercado.

Hoje, o Blitz é a Blitz, já não é jornal semanal, é revista. Mas apesar de resistir como revista e estar integrada no maior grupo de media nacional, não apagou a memória do Blitz, do jornal, nascido em 1984 sob a direcção de Manuel Falcão, e depois de Rui Monteiro, Sónia Pereira, Pedro Gonçalves. Pelo Blitz passaram nomes como os de António Duarte, António Pires, António Sérgio, João Afonso, João Filipe BarbosaLuís Pinheiro de Almeida, Luís Vitta, Manuel Cadafaz de Matos, Pedro Pyrrait, Rui Neves, Rui Pego, Miguel Esteves Cardoso. Ficaram famosas as suas primeiras páginas muito gráficas, as páginas de noticias sempre recheadas de informação, e a secção “Pregões e Declarações”, um primeiro exemplo do que podia ser interactividade entre um jornal e os seus leitores.

Tudo isto a propósito da minha escolha desta semana, que prova bem que um blog pode ser, em rigor, o que o seu autor quiser.

Pois bem: o anónimo autor do blog O Velho Blitz, que fica em ovelhoblitz.blogspot.com, dedica-se a digitalizar e disponibilizar as páginas integrais do jornal Blitz desde o seu primeiro número.

Página a página, sem excepção, e sem comentários nem texto. Uma espécie de blog minimalista que se propõe digitalizar todo o primeiro ano do jornal, estamos a falar de 1984/85– qualquer coisa como 832 páginas de jornal, à média de 16 páginas por edição.

Já aqui há tempos houve outro blog que se dedicou à revista K – mas nesse blog o autor escolhia os artigos de quem gostava e copiava o texto, às vezes com uma ou outra foto, e não reproduzia o grafismo da revista nem as páginas.

Aqui, a coisa é simples e eficaz: página a página, o velho Blitz. Basta clicar na página e ela amplia para um tamanho que permite ler perfeitamente o texto.

Um arquivo digital original que, a ser concluído, constitui um contributo importante para a História da música e da cultura popular urbana da década de 80 e, se se prolongar, 90. Boas razões para a escolha que aqui fica.

publicado por PRD às 02:01
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PRD

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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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