Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

O fado do samba

São os números do dia: um seis e um dois. Futebol, claro, a selecção nacional foi ao Brasil para levar, como escreve José Nunes no blog Linha Avançada, “um enxovalho como não há memória”. Fala de um “Brasil, em ritmo de samba”, e de um Portugal “embuchado” que levou “fruta com fartura e da boa. Mamão, manga, anona, tudo fruta tropical”. No blog com o seu nome, António Boronha classifica a nossa selecção como “completamente embezerrada”, e nota que Carlos Queiroz  “está-se a transformar num autêntico colecionador de recordes,... pela negativa. Parece-me que por isso, a esta hora, o coração de Gilberto Madail estará a oscilar, na sua devoção mariana, entre as senhoras de fátima e do caravaggio. O meu não. Só porque não sou crente”.

A esse propósito lá vem o apelo habitual, desta vez pelo blog de Paulo Gorjão: “Volta, Scolari, estás perdoado. Isto vai ser muito doloroso. Mais do que a crise (...) o que vai custar a engolir em 2009 é o fracasso no apuramento para o Mundial de Futebol. José Sócrates ainda vai a tempo: Maria de Lurdes Rodrigues pode ficar no cargo, mas Carlos Queirós tem de ir à sua vidinha”. Bruno Sena Martins, no Avatares de um desejo, sugere mesmo que “Queiroz vá mais 10 anos para adjunto de Fergusson até estar realmente preparado para desempenhar funções como treinador principal de equipas seniores”. Já a Blond With a PHD confessa que “É sempre um consolo saber que, finalmente, devemos estar ao nível da selecção uzbeque! No meio disto tudo até tenho pena do pobre do Queiroz: tão infeliz deve estar por ter saído de perto da asa protectora do Sir Alex”. Queiroz, escreve Pedro Correia no Corta-Fitas, deu um “confrangedor espectáculo de passividade, conformismo, falta de liderança, falta de leitura de jogo e absoluta incapacidade de construir uma equipa”. Sobre o jogo propriamente dito, eis o cenário: “Os "canarinhos" foram compinchas: podiam ter marcado bastantes mais. A selecção portuguesa, onde até figurou um tal de César Peixoto, andou desaparecida durante toda a partida: viram-se uns lances individuais, protagonizados por um Cristiano Ronaldo cheio de vocação para futebol de praia, mas nada de equipa. Nadinha”.

Perante este cenário triste, melhor é talvez sorrir com as palavras do Arcebispo de Cantuária, sob o titulo “Na são Valentes”: ”Eles levaram o forró, nós o bodó. Aquele que é o melhor, o segundo melhor e o terceiro melhor do mundo já tinha dito que era a feijões. O ex-empregado do Alex Fergusson escusava de ter cozinhado uma feijoada daquelas. Acabou por armar uma caldeirada. O que vale é que acaba tudo em águas de bacalhau (embora me venha à cabeça um outro prato mais ligado ao prazer íntimo do dito peixe para dedicar aquela rapaziada trabalhadora e aplicada)”.

E por aqui me fico...

publicado por PRD às 19:35
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2 comentários:
De Mário Rui Ventura a 20 de Novembro de 2008 às 19:49
Você visita apenas blogues habituais ou entra mesmo dentro da blogosfera link-by-link?

É que os blogues chamados à sua "praça" são uma lista restrita do que existe por aí...


De Luis Melo a 23 de Novembro de 2008 às 21:17
Bosingwa estaria lesionado e não podia jogar pela selecção numa 4ª feira. No sábado seguinte, jogou 90 minutos pelo Chelsea e até marcou um golo.

No sábado antes do jogo com o Brasil, Ronaldo marcou 2 golos (e que golos!!) pelo Man Utd. No jogo da selecção foi o que se viu, uma nulidade.

Estes dois exemplos (há mais) demonstram que estes atletas não têm vontade de jogar pela equipa do seu pais. Tornaramse mercenários que não amam nada. Apenas o dinheiro.


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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