Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Menezes líder (parte I)

O problema é mais este: por onde começar? Não houve cão nem gato que não tivesse uma palavrinha a dizer sobre a surpreendente eleição de Luís Filipe Menezes para a liderança do PSD. Dos mais notáveis aos mais anónimos, há opiniões para todos os gostos e a palavra populista entrou no top 10 das mais usadas.
Vamos então viajar nesse maionese de ideias, começando pelo incontornável Pacheco Pereira no blog “Abrupto”. Para já, notar que ele virou o símbolo do PSD ao contrário - agora naquele blog só se encontra a seta virada para o chão. O soundbyte de Pacheco é este:”Na lista dos pecados mortais inclui-se a "preguiça" e muita gente pensa que o pecado é mesmo a preguiça. Não é: o pecado mortal é a acédia. (...) a acédia é a indiferença face ao mal, uma "tristeza" face ao bem que mata a acção, um torpor perante uma obrigação presumida. Um dos grandes e eficazes eleitores de Menezes foi a acédia”
Outro notável, Pedro Santana Lopes. Escreve no seu blog:
“Na política, há perder e há ganhar. Embora muitos, por eles, nunca tenham ganho nada. Por isso mesmo, alguns já queriam pôr em causa as directas. Ficou provado que não há método mais adequado, para "as bases" fazerem prevalecer a sua vontade soberana”.
Outras ideias e opiniões soltas e concisas... Francis Afonso no blog “Berra boi”, diz: “Ninguém no seu perfeito juízo emprestava um automóvel a Luis Filipe Menezes, a não ser que lhe dessem um carro sem travões no topo da serra. Foi precisamente isso que fizeram. Digam lá o que disserem, isto das bases é gente sensata. Agora é só esperar”.
José Medeiros Ferreira recorda, no blog “Bicho Carpinteiro”, que a “vitória de Filipe Menezes não é inédita nos anais do PSD. Quem era Cavaco Silva em 85 senão um populista com umas luzes de economia global que ganhou aos notáveis da altura o congresso da Figueira?”E no blog “Zero de Conduta”, Pedro Sales analisa a situação da seguinte forma:
“O PSD que nós vemos nesta desgraçada campanha é o PSD que existe. E não me parece que vá desaparecer para dar espaço a novos personagens. O PSD vai seguir o seu caminho, entregue a actores secundários, enquanto não vislumbrar o tempo para tomar o poder. O seu termo de comparação não é a refundação francesa, mas a travessia do deserto dos conservadores britânicos”.
Adolfo Mesquita Nunes no blog “Arte da fuga” prefere falar directamente para o Partido: “Não se sabe bem o que pode agora acontecer ao PSD. Sobretudo a estes baronetes habituados à távola redonda dos destinos do país e da social-democracia lusa. Mas temos alguns sinais do que podem estes baronetes fazer quando se sentem ameaçados ou postos fora da linha da frente da sucessão. São até capazes de ser os primeiros soldados de ataque a um governo do seu próprio partido. Serão pois, por maioria de razão, capazes de dar conta desta liderança que lhes aconteceu”No meio de tantas opiniões, sublinho a de João Gonçalves no blog “Portugal dos pequeninos”. Directo, critico, incisivo – sempre com um recorte de humor admirável - ei-lo:
“As "elites", as eternas "elites" do PSD fariam bem em meditar nesta vitória da "feira do relógio" sobre a "loja das meias". Cavaco Silva, o "noivo" de Sócrates, também. No meio disto tudo (do "tudo doido") pode ser que Santana Lopes aceite ser líder parlamentar como aqui já defendi. Afinal, foram "os seus" que ganharam. Agora não tem desculpa para ficar a ver passar os comboios”.
Um comboio, foi mesmo um grande comboio passou por cima do PSD este fim de semana...
publicado por PRD às 21:48
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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