Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

A solidão de Manuela

A vida não anda fácil para Manuela Ferreira Leite. Para onde quer que se vire, tem meio mundo a cair-lhe em cima, e os últimos dias foram exemplares. Ontem terá sido o cúmulo, com a entrevista a Constança Cunha e Sá na TVI, rapidamente comentada no Blasfémias por Carlos Abreu Amorim: “Fraca, fraca, fraca…
Sempre a negar as evidências, tentando contradizer aquilo que é óbvio, atacando o Governo nos temas em que ela própria ainda fez pior quando lá esteve, assumindo-se como a defensora das PMEs que ela tanto ajudou a destruir, ensaiando ataques a Teixeira dos Santos (...), tentando dar a ideia que tem que a sua palavra conta para alguma coisa na escolha do candidato à Câmara de Lisboa, sem respostas, sem chama, sem graça. Afivelando uma máscara de ‘amiga dos contribuintes’ e das pequenas empresas que tresanda a postiço e que desmente todo o seu passado. Política e pessoalmente, foi uma desgraça!”. Miguel vale de Almeida, no blog Tempos Que correm, diz que é “uma personagem patusca: diz “piquenas e médias empresas” e o cabelo não mexe”. Gi, no “Só falta um 31 na Minha Vida”, liga a televisor e o que vê? “Estão duas mulheres lindas de morrer, esticadinhas, vestidinhas na cor da moda, a jogar às cartas, ao vivo, na TVI”.

A entrevista não correu bem a Manuela. E dessa desgraça fez parte realmente a confusão e a falta de resposta sobre o tema Santana Lopes e Lisboa. Já Sofia Loureiro dos Santos, no blog Defender o Quadrado, tinha escrito: “acho tal escolha absolutamente incompreensível e ruinosa para a cada vez mais distante e abatida credibilidade do PSD e da sua Presidente, Manuela Ferreira Leite. Não a entendo em nenhuma perspectiva, nem na única mesquinha hipótese de ter hipóteses de ganhar”.

Ontem, a Presidente do PSD disse, uma vez mais, nim. Mas essa palavra inventada, o nim, que não é sim nem é não, parece ser a marca da senhora, como nota BRMF no blog Do Contra: “Manuela Ferreira Leite escreveu no Expresso um artigo sobre o Orçamento de Estado para 2009 onde não diz absolutamente nada sobre o mesmo. Estou completamente “estupidificado” com o brilhantismo da prosa”.

Como se não bastasse, ainda houve as eleições açorianas e o fraquíssimo resultado do PSD, No Bicho Carpinteiro, Medeiros Ferreira comenta: “Manuela Ferreira Leite ficou com uma ideia do que lhe pode acontecer pessoalmente nas legislativas de 2009.Basta olhar para Costa Neves”. Manuel Costa Branco, no 31 da Armada, concorda: “Digam o que disserem, parece me que esta é a 1º  derrota de Manuela Ferreira Leite desde que é lider do partido e a 1º vitória de Paulo Portas desde que voltou ao CDS”. E José Ricardo, no Res Civita, perspectiva o futuro nos próximos capítulos da nossa vida politica: “Depois do previsível assentimento de Santana Lopes para a disputa eleitoral à Câmara de Lisboa, é caso para afirmar que Manuela Ferreira Leite é, neste momento, uma líder sem rumo, esperando lá para Junho ou Julho uma derrota honrosa nas legislativas (...) para, descomplexadamente, sair da nau que tem vindo a comandar de forma desastrosa”. Assim vai a maré lá para os lados do PSD...

publicado por PRD às 23:12
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1 comentário:
De Gi a 25 de Outubro de 2008 às 13:21
Pedro, gostaria de agradecer ter sido mencionada na Antena 1 pelas parvoíces que escrevo no meu blogue.
Após a vergonha inicial, devo confessar que fiquei muito babada, porque o "feedback" que tive no meu blogue, onde destaquei o "miminho", foi bom, muito bom mesmo.


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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