Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Coches em andamento

Desde Agosto que a polémica anda pelo mundo dos blogues, mas agora em Setembro, com o regresso à vida normal, parece que o tema acordou. O tema é a localização do novo Museu dos Coches. Há uma petição online a correr contra o novo edifício, petição onde se diz que “O Museu Nacional dos Coches é um dos museus mais visitados de Portugal e o mais visitado da cidade de Lisboa e aos visitantes portugueses e estrangeiros não é indiferente a dignidade e o ambiente que lhe conferem a qualidade do espaço actual.”

Pede-se ao Presidente da Republica que interfira no sentido de travar o processo, reabrir o debate, e quem sabe usar o dinheiro do novo edifício para outras obras públicas mais úteis à nação.

Paulo Ferrero explica porquê no blog “Carmo e a Trindade”: “Pode parecer petição a mais mas não é. (...) Porquê? Porque nunca chegou a haver qualquer debate sobre a necessidade em se fazer um novo museu dos coches, (...). Porque se está a esconder deliberadamente uma série de pareceres, de finais de 90, (...) que dizem claramente não ao regresso do picadeiro e da escola equestre ao edifício do actual museu”. Essa mesma explicação aparece no blog Cidadania Lx onde se pode ler que a opção pelo novo Museu é “errada, irresponsável e contraproducente”, além de um “desperdício de dinheiros”. O Fórum Cidadania LX usou blog e jornal para alimentar o debate:

“A popularidade (do museu) resulta da localização, dos coches (...) e do próprio edifício do antigo Picadeiro Real. O que nos leva a questionar os porquês e consequências de um novo museu, a construir nas Oficinas Gerais de Material do Exército, a nem 50 metros do actual museu, onde está agora o Instituto Português de Arqueologia, que será desalojado”.

No blog com o seu nome, o Arquitecto Luís Marques da Silva evita criticar o “aspecto formal do edifício”, e escreve: “o que interessa são os coches e não o museu; eu entendo que a monumentalidade da colecção, merece um espaço mais tratado e adequado, não deixando os coches por ali espalhados, numa lógica de ultra racionalismo: O tratamento a dar a uma colecção deste género, não pode ser o mesmo que se dá á colecção Berardo no CCB!”.

Com alguma graça, o autor do blog Bic Laranja escreve: “Mudar o museu dos coches para a esquina do outro lado da rua faz-me lembrar aquele estudante de engenharia que se transferiu duma universidade pública para uma particular (...) porque ficava ali perto, entre outras razões...”.

Em Agosto a polémica passou quase despercebida, mas este mês ela promete voltar. Uma vez mais, é pelo mundo dos blogues que ela vai circulando, à espera que o debate se alargue e de uma vez por todas se perceba onde vamos, no futuro, ver os coches da nossa História.

publicado por PRD às 18:38
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1 comentário:
De ferroadas a 10 de Setembro de 2008 às 18:06
Boa tarde

A crítica e a liberdade de expressão são (por enquanto) livres em Portugal.

Em relação ao seu post só lhe tenho a dizer o seguinte:

O/os blogs que criticam o liberalismo socratiano e nomeadamente a política da educação têm os seus filhos ou netos no ensino público, como é o meu caso.

Foi perguntado ao Sr. Sócrates e passo a citar “se o sr. primeiro ministro confia tanto no ensino público, porque tem os seus filhos a estudar num colégio privado?”
Resposta: “é um assunto da esfera privada de cada um e a decisão compete aos encarregados de educação”

Palavras para quê…..


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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