Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

O Congresso do PSD

 

O fim-de-semana foi dominado pelo PSD e seu congresso. No mundo dos blogues, as palavras são como cerejas sobre esta nova laranja... No Corta-fitas, Pedro Correia faz uma excelente análise do congresso em 13 pontos, eu destaco três que de resto vi espelhados noutros textos de outros blogues:

“Manuela Ferreira Leite, antes de conquistar o País, precisaria de conquistar o partido. Não o conseguiu nas directas, não o conseguiu neste congresso de Guimarães. O seu discurso de encerramento foi vago, grave, circunspecto e conselheiral”; “A apatia e o desinteresse foram notas dominantes. Durante a maior parte dos trabalhos, a sala esteve às moscas”; “O melhor discurso foi o de Pedro Passos Coelho, que assegurou desde já uma posição de líder no futuro”. Pedro Correia remata com a pergunta: “Manuela Ferreira Leite veio para ficar?” E responde: “É óbvio que não. É uma "líder" tão precária e tão provisória como os "líderes" precedentes”. No mesmo sentido vai o blog Jumento, que escreve “Os discursos de Manuela Ferreira Leite foram monótonos e sem conteúdo, os resultados das votações mostram um partido dividido”. Eduardo Pita também notou o deserto em Guimarães: ”imagem de desleixo (...) com filas inteiras vazias no pavilhão onde decorriam os trabalhos”. Em sentido diferente escreve João Ribeiro, no Câmara de Comuns, elogiando o discurso final de Ferreira Leite e exclamando: “Finalmente, temos oposição”. E concorda com os novos líderes: “O PSD centrará as futuras propostas políticas na fiscalidade e na justiça que são, em meu entender, as áreas chave para resolver a maior parte dos problemas”. No blog Andarilho, Daniela Major recupera a expressão “Dama de Ferro” e diz: “Agora, tremei, ó gente que diz que é uma espécie de esquerda”!. No Blasfémias leio Carlos Abreu Amorim: “No fundo, Ferreira Leite quis convencer o Congresso de que pode ser melhor do que Sócrates a fazer de Sócrates. Daí que o seu semblante carrancudo e o tom fúnebre que agora veste são das poucas distinções possíveis face ao primeiro-ministro”.

Curiosamente, no partido agora liderado por uma mulher os homens dominam. Valupi, no Aspirina B., nota tal facto: “Há uma terceira força de oposição interna no PSD: o ódio às mulheres. O PSD é o partido que mais exuberantemente representa o homem português medíocre e bimbalhão”. E conta: “Ter 109 mulheres em mais de mil congressistas, em Guimarães, não incomoda ninguém. Esta proporção, 10 para 1, é o exacto retrato da realidade nacional”.

Ainda assim Ferreira Leite não está sozinha: com ela está Sofia Galvão, uma das fundadoras do blog Geração de 60, ao lado de Paulo Rangel, também agora líder social-decmorata. Tal facto leva Manuel Fonseca, no blog, a saudar os dois companheiros lembrando o passado, que eu traduzo livremete: “O editorial do “Geração de 60” propõe (...) um “fórum de ideias” cuja construção é “um direito, mas sobretudo uma responsabilidade de cada um de nós – que não pode ser inteiramente delegada em partidos, nem em corporações, nem no chamado sistema mediático”. Está implícito (...) que esse “fórum” não pode ser construído contra as corporações, o sistema mediático e, muito menos, contra os partidos. A Sofia Galvão e o Paulo Rangel estão agora, mais visivelmente, um passo à frente do editorial”. A brincar quase posso dizer, então, que se há um blog a vencer o Congresso do PSD – então é esse mesmo, o Geração de 60...

publicado por PRD às 20:51
link do post | comentar

PRD

Pesquisar blog

 
Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

Textos recentes

...

Blog da Semana: As Penas ...

Outra vez o casamento ent...

Em dia

Lhasa de Sela

O ritual de Cavaco

2010

Blog do Ano 2009: O Alfai...

O ano 2009 - II

O ano 2009 - I

Arquivos

Outubro 2011

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

favorito

Leituras de sábado

Declaração de voto

Seis anos já cá cantam.

Na melhor revolução cai a...

Subscrever feeds