Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Notas soltas

Final de tarde de quarta-feira, meio-mundo a abandonar as grandes cidades para umas míni-férias de quatro dias. Portugal abranda o seu ritmo e eu, aqui à janela repesco ideias soltas, fora da actualidade, bons bocados que encontro enquanto navego de blog em blog.
Primeiro exemplo, de Pedro Mexia no blog Estado Civil: “Se o «cinema comercial» é um cinema que pode ser visto por toda a gente, que não tem grandes complexidades narrativas ou interpretativas, que não exige leituras ou conhecimentos especiais, que lida de modo directo com os anseios e os medos básicos, então não tenho absolutamente nada contra o cinema comercial (...). Se «cinema comercial» é aquele cinema feito para agradar ao maior número de pessoas, então não me interessa de todo. Não gosto de nada que seja feito para agradar «ao maior número de pessoas». De nada nem de ninguém”.
A ideia da unanimidade acaba por se ligar, por exemplo, e ainda, aos 34 anos da revolução. Luís Carmelo, no blog O Miniscente, apresenta uma longe reflexão de onde retiro este momento de ouro:
“É difícil a quem tem menos de trinta e cinco anos perceber a lógica de um paradoxo que colocava num dos lados da balança uma sociedade que dizia a si mesma que jamais mudaria. O nosso tempo é, com efeito, uma aventura sem precedentes, na medida em que alia a comunicação em rede (...) à disputa de princípios e valores plurais no quadro democrático. Com um grande senão: é que a democracia não decorre apenas da silhueta mais ou menos imóvel (...) das suas instituições. O que a realiza e o que a torna em garante da liberdade é a ilimitada polémica e o permanente contraditório do espaço público”.
O mundo dos blogues é disso um bom exemplo, por essa via chego ao dia de hoje, melhor, ao de amanhã. Descobri que há um blog dedicado ao 1º de Maio, ao dia do trabalhador, assinado por Diana Claro – “um projecto individual da disciplina de Laboratório de Imprensa, do Instituto Superior Miguel Torga”. O curso já deve ter terminado, o blog está parado há muito tempo, mas ainda por lá se encontram alguns trabalhos, textos, discursos relativos ao tema. Nomeadamente a história da data, que resulta de uma homenagem aos Mártires de Chicago – trabalhadores mortos e feridos durante uma manifestação “com o objectivo de lutar pela redução da jornada em 8 horas de trabalho”. Foi a 1 de Maio de 1886 e assim nasceu o Dia Mundial do Trabalhador. Um merecido feriado para quem trabalha.

publicado por PRD às 23:28
link do post | comentar

PRD

Pesquisar blog

 
Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

Textos recentes

...

Blog da Semana: As Penas ...

Outra vez o casamento ent...

Em dia

Lhasa de Sela

O ritual de Cavaco

2010

Blog do Ano 2009: O Alfai...

O ano 2009 - II

O ano 2009 - I

Arquivos

Outubro 2011

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

favorito

Leituras de sábado

Declaração de voto

Seis anos já cá cantam.

Na melhor revolução cai a...

Subscrever feeds