Terça-feira, 22 de Abril de 2008

PSD, dia dois...

Segundo dia em que dedico o olhar à Janela sobre o PSD, o que não admira, dado que continua a ser o tema do momento. Razão tem Nuno Costa Santos no blog Sinusite Crónica quando escreve: “Basta passar pelos salões de chá e pelas tascas do país: gozar com o PSD (este PSD)  tornou-se o prato favorito da Nação. E, sabemo-lo, a culpa é, sobretudo, deste PSD. Um partido que, para simplificar os termos, não se tem dado ao respeito. Todo o PSD se transformou num imenso Santana Lopes, o bombo da festa do comentário político de esquina. Corrijo: a culpa não é apenas deste PSD. Também é do outro - aquele que, alegadamente mais preparado e com maior sanidade mental, deixou que o estado de coma se instalasse na sua própria casa. Os "barões" e os "intelectuais" do partido pouco fizeram para evitar os efeitos Santana e Menezes”.
Ora, do lado dos barões Manuela Ferreira Leita chega-se à frente e é candidata. Comenta Eduardo Pitta no blog Da Literatura: “Manuela Ferreira Leite decidiu avançar (...), apresentando como vices Rui Rio, António Borges e Morais Sarmento. OK. Em caso de vitória, nenhum dos quatro espera que Pedro Santana Lopes, que é deputado (...), lhes faça a vida fácil. É justamente este nó que não entendo: por que razão não avança Santana lui-même...? (...) Manuela Ferreira Leite pode ser a preferida das elites, dos blogues e dos comentadores, mas o maralhal que vota nas directas rege-se por outros parâmetros. A senhora arrisca um desaire estrondoso”.
Tiago Geraldo, no 31 da armada, não concorda: “A candidatura de Manuela Ferreira Leite, (...) acaba à nascença com (...) Pedro Passos Coelho: uma criatura capaz de articular duas frases com sentido mas não substancialmente diferente do indivíduo Ribau. Em segundo lugar, recupera essa característica quase perversa pelos padrões actuais que é ser líder da oposição com um historial político minimamente coerente. Por último, vendo com muita dificuldade Manuela Ferreira Leite a atrair um voto que seja do centro-esquerda (...), estou convicto que, mesmo perdendo, o poderemos fazer com dignidade”
Ora, sobre coerência e Manuela Ferreira Leite interroga-se Carlos Manuel Castro, no Câmara de Comuns. E nota: “há sempre um lado interessante, caso (seja) o próximo líder laranja (...). A ex-Ministra das Finanças sempre pode explicar como é que tendo empregue tantas forças para combater o défice, este, em vez de baixar, aumentou”.
Desanimada está Sofia Galvão, no geração de 60, mesmo antes de ver o nome de Ferreira Leite na corrida: “Oxalá me engane, mas não tenho esperança. Nada de sério será possível. Nada de novo para além desta crise”.
Fica a duvida: o desanimo de tanta gente próxima do PSD tem a ver com esta crise, ou será que André Azevedo Alves tem razão quando, no blog O insurgente, deixa um comentário seco, fatal, certeiro. Diz só isto: “O maior drama deste PSD é que o melhor líder para um partido social-democrata em Portugal nos dias que correm é, muito provavelmente, José Sócrates”. E com este pensamento fecho a Janela até amanhã...

publicado por PRD às 19:16
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1 comentário:
De Bernardo Rosmaninho a 23 de Abril de 2008 às 02:48
Sr. Pedro Rolo Duarte, tomei a liberdade de referir este blogue como um local a visitar, por motivos que pode encontrar descritos no meu último post.

Espero que continue a colocar aqui os seus textos que, para uma pessoa que procura conteúdos variados e bem escritos, com amplas referências para a opinião de outros membros da blogosfera, são fantásticos.

Só posso estar feliz por esta (acidental) descoberta.
Os meus cumprimentos.


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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