Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

A estátua que falta

A notícia era esta: “A Assembleia Legislativa da Madeira debateu ontem um projecto de resolução que homenageia Jardim e os seus 30 anos de governação. Aproveitando a homenagem, Baltasar Aguiar, deputado do PND, requereu ontem a apreciação de outro projecto, da sua autoria, intitulado "Construção de uma estátua do dr. Alberto João Jardim".
Uma estátua, então. Rui Castro, no blog 31 da Armada, lança a arma da ironia: “Só por causa disto, se eu fosse madeirense votaria certamente PND”. Jorge Ferreira, no Tomar Partido, vai no mesmo sentido, apesar do Partido que origina a notícia, e escreve: “O melhor remédio para certas maleitas é o humor e a ironia. A Madeira não foge à regra. Estou com o Baltasar Aguiar: construa-se a estátua ao homem.”.
Razão tinha António, aqui há dias, no blog O Insubmisso, quando lhe chamava “sabedoria insular" e dizia apenas:  “Há 30 anos que ele goza o prato”.
Pedro Correia, no Corta-Fitas: “Aplaudo e subscrevo a proposta de uma estátua de Alberto João Jardim - essa "figura incontornável da nossa história recente", e sugere mesmo uma obra inspiradora:  “Colosso de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Um modelo adequado à estátua de Jardim, que certamente Jaime Gama terá todo o gosto em inaugurar”. João Tunes, no blog Água Lisa, vai mais longe e acha que Jaime Gama deve ser obrigado a inaugurar a obra.
No blog do Castelo, Aristides começa com graça: “Eu pensava que o PND era um partido sorumbático, cinzento e medíocre, um pouca à imagem do seu líder Manuel Monteiro. (...) Eis senão quando um seu deputado na Assembleia Legislativa da Madeira se sai com um golpe de génio ao propor uma estátua a Alberto João Jardim num projecto de resolução cheio de piada. (...) Depois disto, que ninguém acuse o PND de falta de humor”.
Paulo Ferreira, no blog Câmara de Comuns, afina pelo mesmo diapasão:  “Sentido de humor notável!” E acrescenta: “Se esta proposta (...) fosse apresentadas ou acontecesse em São Bento....teríamos uma revolução à porta e a promessa da 4ºRepública estampada por todo o lado”. Mas, nota, “a culpa não é de quem "estica a corda", é de quem permite e olha para o lado!”
Para fechar, leio no blog Catilinário Júlio dos Is que recorda outros grandes líderes: “Na linha de Estaline, Mao Tse Tung e Kim Il Sung (...), o PND segue um caminho de provas dadas; ou então o intrépido deputado perdeu a cabeça”.
De cabeça perdida ficamos nós aqui, no Continente, a ouvir histórias como esta, que animou o dia de ontem e continua hoje em cartaz...

publicado por PRD às 23:01
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2 comentários:
De umbreveolhar a 10 de Abril de 2008 às 07:15
Os meus cumprimentos.
A estátua proposta por alguém com ideias megalómanas, não deixa de surpreender! Mas enfim, alguns políticos querem estar na ribalta " ao fim da força" e não satisfeitos, ainda em vida, já
querem perpetuar a sua imagem com estes descalabros de estátuas em grande pedestal e orientada conforme o Sol. O Sol, sim, tão indispensável à vida na Terra é importante, e nem sequer é fisicamente possível fazer-lhe uma estátua em tamanho real...

Meu caro João Rolo Duarte, aprecio muito a sua escrita, sempre oportuna, os seus comentários radiofónicos durante a semana, e também não dispenso os programas aos Domingos, na Antena 1 às 11 horas, dialogando com os seus convidados.
Aceite os meus sinceros parabéns.
Carlos Alberto Leite Borges de Araújo
umbreveolhar


De umbreveolhar a 11 de Abril de 2008 às 20:18
Ninguém gosta que lhe troque o nome, mas inadvertidamente, em vez de Pedro Rolo Duarte, coloquei por lapso no meu comentário anterior, o nome de João Rolo Duarte, pelo que apresento as minhas sinceras desculpas.
Ainda hoje na Antena 1 pelas 18,30 horas aproximadamente, mais uma vez o ouvi com gosto comentar o blog do novo partido político, que também tem site.
Aceite as minhas desculpas e sou com muita consideração e estima,

Carlos Alberto Leite Borges de Araújo


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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