Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Menezes líder (Parte II)

As eleições directas no PSD trouxeram para a praça pública uma palavra, um adjectivo: populista. Diz-se que Luís Filipe Menezes ganhou a liderança do Partido com o seu estilo populista. E dizer isto é obviamente pouco simpático para o novo líder. Insisto no tema nesta terça-feira, porque há um post absolutamente genial no blog “Blasfémias”, assinado por João Miranda, que decidiu iluminar-nos a todos sobre o significado da palavra populista. Em 18 pontos, aqui vai na íntegra...
“Populista é
1. Fulano que agrada aos seus eleitores.
2. Outsider (Pessoa que não pertence ao grupo de amigos de X).
3. Fulano que promete 150 mil empregos.
4. Pessoa que exibe o neto na televisão.
5. Candidato que mergulha no Tejo.
6. Candidato que promete que não vai aumentar os impostos.
7. Político que não é de Lisboa.
8. Político de Lisboa que gosta de futebol.
9. Pessoa que oferece frigoríficos em vez de computadores e telemóveis.
10. Pessoa que compra os seus eleitores com fundos de campanha em vez de os comprar com o orçamento de estado.
11. Autarca (excepto Rui Rio).
12. Político que governa para os bairros sociais (excepto Rui Rio).
13. Pessoa sem o direito divino a governar.
14. Indivíduo que não pertence à Maçonaria nem à Opus.
15. Pessoa sem relações com o eixo Lisboa-Cascais.
16. Pessoa que não andou no Liceu Pedro Nunes.
17. Pessoa fora do círculo de amigos de Paula Teixeira da Cruz.
18. Político sem "caras conhecidas" na sede de campanha.”
... Ou seja, de populismo e populistas está a politica portuguesa cheia. Filipe Menezes é apenas mais um. É notável esta demonstração clara e inequívoca de como muitas vezes nos precipitamos a analisar os factos e a crucificar pessoas sem antes olhar à volta e ver quem nos rodeia. João Miranda viu, só por isso valia a pena voltar ao PSD e a estes dias difíceis que atravessa.
publicado por PRD às 19:38
link do post | comentar

PRD

Pesquisar blog

 
Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

Textos recentes

...

Blog da Semana: As Penas ...

Outra vez o casamento ent...

Em dia

Lhasa de Sela

O ritual de Cavaco

2010

Blog do Ano 2009: O Alfai...

O ano 2009 - II

O ano 2009 - I

Arquivos

Outubro 2011

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

favorito

Leituras de sábado

Declaração de voto

Seis anos já cá cantam.

Na melhor revolução cai a...

Subscrever feeds