Quarta-feira, 5 de Março de 2008

O Movimento Esperança Portugal

Rui Marques era Alto Comissário para as Migrações. Foi fundador da Fórum Estudante, e da revista Cais. Um homem ligado às causas sociais que decidiu agora fundar um Partido, o Movimento Esperança Portugal, que quer ir a votos e situa-se, diz o seu fundador, “num espaço da social-democracia entre o PS e PSD”. Comentários?
Bom, João Miranda no Blasfémias ironiza: “Tenho uma ideia para um novo partido político.

Um partido que se posicione exactamente ao centro do  Movimento Esperança Portugal”.
No blog o Insurgente, o titulo não engana: “O que malta precisava mesmo era mais um partido social-democrata. Faz lembrar os anúncios de detergente de roupa. O que será que este partido “social-democrata” tem para ser melhor que os outros? Powerball? Ingrediente X? Glutões? E será recomendado por 73 marcas de máquina?”
Um pouco mais a sério, José Medeiros Ferreira, no Bichos carpinteiros, escreve:
“A situação política do país está tão tensa, e sem qualquer alternativa à vista, que a tentação de criar novos movimentos é grande, mesmo que não haja dinamismo social que os sustente. Rui Marques (...) lançou o movimento Esperança Portugal (...).Não creio que possa ir longe mas anuncia o desejo de muitos”.
Rui Cerdeira Branco, no blog Adufe, dá alguma margem de manobra à nova força politica.

Depois de notar que “Os movimentos de cidadãos estão claramente em crescendo de número e de exposição mediática”, escreve: “Disputar o centro, é obviamente entrar directamente para o olho do furacão do poder e essa é precisamente, por mais paradoxal que pareça, uma terra de ninguém, ou melhor dizendo, de uma espécie de partido único.

Com tudo o que por aqui tenho dito e escrito ao longo destes anos, o mínimo que posso fazer é estar atento ao que se vai passando. O máximo que poderei fazer o futuro dirá”
Paulo Gorjão, no Cachimbo de Magritte, não consegue ver espaço para este “politicamente correcto”: “Posicionando-se ao centro do centro político. Tendo como objectivo construir pontes. (...) No meio disto só não percebo como é que se faz política, pura e dura. Como é que se tomam decisões? Como é que se fazem opções, no meio de tanta ponte e de tanta união?
Por fim, no Corta-fitas, João Távora surpreende-se: “É extraordinária a atracção que o centro, qual abismo, exerce na politica. É como o mito do pote de ouro escondido na extremidade do arco-íris. Por diminuto que seja o espaço de demarcação, haverá sempre mais um ponto que estabeleça o centro entre dois elementos... Só que às tantas, (...) a sua atmosfera, degradada pelos interesses instalados, está poluída e o ar rarefeito”
Realmente, tanto centro no centro – apetece mesmo fugir para as margens...

publicado por PRD às 18:24
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1 comentário:
De Ângelo Ferreira a 9 de Março de 2008 às 01:54
caríssimo,

o centro do MEP não é esse centro confortável, mas antes um centro dinâmico, e com o seu caminho próprio. Não se revê é em dogmas e exclusivismos ideológicos, como se a verdade tivesse que estar num dos lados daquela velha divisão que a Rev. Francesa riscou, nem sempre com clareza e verdade, num chão que já deu uvas.
Digo-lhe isto porque o admiro e respeito, ou pela ordem inversa, e porque acredito que vale a pena lutar pelas ideias que estamos a construir. O que me admira é que se ponham logo todos a deitar abaixo, sem o benefício da dúvida - já não pedia mais -, sem ler, sem perceber que o centro quer dizer bom senso e não entre PSD e PS. deturparam uma afirmação do Rui, que disse como resposta a uma pergunta sobre "onde se sentariam na AR?" que nos sentaríamos entre PS e PSD. Porquê? Porque é esse o ponto de partida, não de chegada.
Um forte abraço,

Ângelo

(convido-o a ir ao site do MEP (www.mep.pt) e ao blog (http://melhorepossivel.blogspot.com/)


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