Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

De tudo um pouco

Hoje não há tema – hoje há temas, salto de blog em blog, trago boas noticias, humor, uma ideia, e uma tolice também.
Comecemos pela tolice. Melhor dito: por aquela ideia do preso por ter cão e preso por não ter. Há milhares de razões para criticar o Governo e José Sócrates. Mas há gente que mesmo quando é para elogiar, consegue encontrar forma de criticar.
Daniel Oliveira hoje mesmo no blog Arrastão:
José Sócrates anunciou o aumento (...) do complemento solidário para idosos, a criação do subsídio social de maternidade e um aumento (...) no abono de famílias das famílias monoparentais. Isto um dia depois da remodelação. Ou seja, o calendário das medidas sociais deste governo é decidido em função da gestão da imagem do próprio governo. Não havia dinheiro. De repente já há”.
Era o que eu dizia: preso por ter cão, preso por não ter.
Do outro lado do muro, uma boa noticia que é sublinhada por um liberal que está longe do PS mas mesmo assim consegue manter alguma independência no olhar. Manuel Falcão, blog Esquina do Rio:
“A Câmara Municipal de Lisboa resolveu voltar a apoiar a Experimenta Design – que desta vez tem um pólo internacional, em Amesterdão. Não entendo porque é que a oposição se absteve ou votou contra a proposta que António Costa apresentou. É com posições destas, em temas destes, que as oposições se descredibilizam”.
Agora mudemos de assunto para descobrir uma ideia. Encontro-a no blog Rafeiro Perfumado, num longo texto sobre os comerciantes, os empregados de balcão, aqueles que servem o público. A ideia resulta desta constatação do autor: há “clientes que pensam que são reis e senhores, não só da loja como dos empregados, os quais apenas existem para os servir, arrojando-se aos seus pés. Pois aí vai outra verdade chocante: aquela tanga do cliente ter sempre razão é mentira! Tem razão quando de facto a tem, nas restantes ocasiões é um simples imbecil (...) É por esta e por outras - cá está então a ideia original... - que defendo a criação de um livro de reclamações mas sobre os Clientes. Assim, sempre que algum levantasse a voz, fosse mal educado ou outra parvoeira, o empregado pediria de imediato o livro de reclamações do animalejo. O que fazia depois com ele, isso deixo à vossa imaginação...”
Uma ideia interessante do Rafeiro Perfumado.
E vou saindo de fininho, com dois momentos de humor comparado, um para o PSD, outro para o PS, para que não digam que sou parcial. Escreve João Nazaré no blog Sortido Fino:

“O Sr. Menezes do PSD continua a parecer um bonsai duma Sequóia Gigante”
E pergunta Vítor Abreu, no blog Jantar das quartas: “Será a nova ministra da Saúde o Makukula de Sócrates?”
Enfim, noticias, ideias, humor e palpites – um olhar rápido e variado do dia na blogoesfera...

publicado por PRD às 18:40
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3 comentários:
De RAUL VELOSO a 1 de Fevereiro de 2008 às 14:40
SERÁ QUE O SR. 1º MINISTRO DECLAROU EM SEDE DE IRS O QUE RECEBEU PARA ASSINAR OS PROJECTOS DA DÉCADA DE 80.
OU ASSINOU POR QUE ERA UM BENEMÉRITO ?
ERA SÓ PARA SABER SE POR ACASO O FISCO NÃO FOI SUBTRAÍDO (PARA NÃO DIZER OUTRA COISA) DE ALGO.


De A-lupa-de-alguem a 2 de Fevereiro de 2008 às 18:51
Era só para dizer em relação ao facto de os clientes terem sempre razão... muitas vezes é por estarmos nestes serviços que nos dão formação para termos sempre isso em conta. Eu tb trabalho em atendimento ao publico e muitas vezes não é facil dar razão. Parabens por estas observações no seu blog...


De Rafeiro Perfumado a 9 de Fevereiro de 2008 às 01:15
Obrigado pela referência. O que me inspirou nesse texto foi o "sofrimento" diário que a minha jove sofre às mãos de clientes que, antes de o serem, deviam pensar em serem educados.

Um abraço!


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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