Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Mudar, mudar

Tanto se falou da remodelação, que ela chegou, enfim. Desde o primeiro minuto de ontem à tarde, multiplicam-se os comentários, algum humor, criticas e elogios.

Paulo Querido, no blog Mas Certamente Que Sim, é seco no comentário: “Diz que José Sócrates remodelou o governo. Eu não quis crer e fui-me às notícias. Era apenas meia verdade”.
Carlos Manuel Castro, no Palavra aberta, vai no mesmo sentido mas apoia: ”O Primeiro-Ministro podia aproveitar a oportunidade para refrescar o Executivo em áreas necessitadas de renovação, como a Economia, Ambiente e Obras Públicas. Assim, mudou, e bem, numa das áreas mais apagadas, a Cultura”.
Paulo Pinto Mascarenhas chama-lhe, no blog da Atlântico, uma “Remodelação à Cavaco”: “Acabo de ouvir que Correia de Campos e Isabel Pires de Lima sairam do Governo - “a seu pedido”. Até nas remodelações José Sócrates quer imitar o estilo Cavaco Silva”.
Vital Moreira, no Causa Nossa, defende Correia de Campos: “O afastamento do Ministro da Saúde na esperada remodelação governamental constitui uma clara vitória da rua, do aparelho do PS e da oposição. Decididamente, é impossível fazer reformas contra os interesses estabelecidos, contra as visões localistas e contra o clamor demagógico dos média”. Com ele está também Rodrigo Adão da Fonseca, no Insurgente, que escreve: “Ainda ontem jurava que Sócrates ia segurar Correia de Campos, por achar que (...) recompensaria quem teve a coragem de promover reformas. Enganei-me redondamente. A pressão foi forte demais, e cai o melhor ministro deste Governo, responsável, desde o tempo de Guterres, por uma linha de acção na Saúde que tem dado bons resultados”. Mas Rodrigo nota também que estas escolhas “representam um piscar de olhos a uma certa ala do PS, provavelmente convidando à pacificação interna, rumo a 2009”.
Já Cristina Vieira, no blog Contra-Capa, tem outra opinião: “Feito o trabalho mais sujo, porém necessário, acredito que seja necessário imagem e, principalmente, a forma de explicar as reformas em curso. Ana Jorge, sim, talvez consiga clarificar melhor as opções tomadas uma vez que acredita na reforma em curso”.

Pacheco Pereira, no Abrupto, é cortante: “Na verdade, a remodelação é só de um ministro e dá um sinal aos outros que acabou o período em que o Primeiro-ministro era indiferente aos assobios e a Manuel Alegre. Os manifestantes da rua, os assobiadores da CGTP e Manuel Alegre é que fizeram a remodelação. Mau sinal”.
Ainda sobre Correia de Campos, Pedro Correia no Corta-Fitas chama-lhe o “ministro embaciado” e escreve:
“José Sócrates, num assomo de lucidez, decidiu afastar do Governo o ministro cuja imagem estava irremediavelmente embaciada. Já começa a cheirar a eleições. E o que tem que ser tem muita força”.
Eduardo Pita, no blog Da Literatura, acha que “Tudo visto, foi mantido o equilíbrio de género”.

Correia de Campos é sempre mais falado do que Isabel Pires de Lima, que tem em Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada, o comentário do dia:

“A principal surpresa desta remodelação
- ainda não tinha reparado que a Isabel Pires de Lima era ministra”.
No fim, tudo lido e relido, fica a duvida que Daniel Oliveira deixa no Arrastão: “mudam os ministros, vão mudar as políticas na saúde e na cultura?”
Boa pergunta. Mas essas já são cenas dos próximos capítulos...

publicado por PRD às 18:23
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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