Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Queremos mentiras novas

Vamos então olhar as eleições americanas, dado que a diferença horária atirou os comentários à noite de New Hampshire para muito tarde.

A blogoesfera politicamente empenhada vibra com as eleições americanas como se fosse a disputa aqui da terrinha – e se calhar faz bem, porque os Estados Unidos mandam em mais mundos do que devem e o nosso é um deles. Adiante, começo por um comentário de JC Dias no Blasfémias: Hillary chorou. Hillary ganhou. O Globo de Ouro seria inteiramente merecido”.

Hugo Mendes, no blog Véu da Ignorância, prefere outro olhar: “Com o resultado de hoje, Edwards perdeu qualquer hipótese de disputar a nomeação para o Partido Democrata. (...) Por muita razão que tivesse nos argumentos apresentados, Edwards seria, numa campanha a sério, carne picada nas mãos da máquina mediática Republicana, que o acusaria seguramente de estar a preparar um golpe socialista em Washington ou coisa do género. (...) Para quem irão os seus votos agora? (...) Não seria descabido que os 'entregasse' a Obama . E talvez Obama , se vencesse, o premiasse com o cargo de vice. Talvez o ticket Obama Edwards não seja má ideia.

Filipe Nunes Vicente, no blog Mar Salgado, apesar de Hillary Clinton escreve: “Se no Outono a economia estiver pelas ruas da amargura , entre Obama e o tipo que faz lembrar Eisenhower os americanos não se vão enganar”.

 O comunista Vítor dias, no blog Tempo das Cerejas, descrê de qualquer mudança de fundi na politica americana, qualquer que seja o resultado: “Não pertenço àquela legião de opinion makers » que, de quatro em quatro anos, sempre formulam extraordinárias esperanças e visionam profundas consequências na eleição deste ou daquele candidato e depois, face às realidades, obviamente têm de meter a viola no saco”, escreve Vítor Dias.

José Teófilo Duarte, no Blog Operatório, acredita em mudanças:” Hilary não representa grandes mudanças. Obama sim. A América parece ter descoberto este senhor de pele escura, que exibe ideias consubstanciadas por um discurso brilhante, e que quer que as coisas mudem. Tratando-se da presidência do país que opera mudanças (...) no mundo inteiro, era bom que aquilo mudasse”.

Já Luís Naves, no Corta-Fitas , acha Obama “o candidato da esquerda caviar, com inegável carisma, muito apreciado pelos media. Mas o que a eleição de New Hampshire pareceu demonstrar é que a luta eleitoral americana estará ao centro e que as franjas vão sendo eliminadas”.

Por fim, Paulo Pinto Mascarenhas, no blog da Atlântico, recorda a fama de New Hampshire dar indicações sobre os nomeados finais: “Se é verdade, Barack Obama foi afinal um fogacho e o sonho americano apenas um sonho. Se é verdade, as próximas eleições presidenciais nos EUA vão ser uma espécie de remake das eleições de 2001, quando John McCain poderia ser um bom candidato. A senadora com marido a tiracolo Hillary Clinton fala por si própria: a mulher que se manteve imperturbável e não deitou uma lágrima durante todo o caso Monica Lewinsky , conseguiu chorar em directo para ganhar umas eleições por 3 pontos. Pior é difícil”.

Depois desta retrato breve, e olhando também Portugal e o estado da nação, apetece-me recuperar uma frase que li numa fotografia de parede no Blog Spectrum : “Queremos mentiras novas”. Acho que para hoje é isso mesmo que desejo...

publicado por PRD às 23:32
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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