Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Drama na cidade

Drama na Câmara de Lisboa seria o título para esta crónica. O tema, esse mesmo: O PSD bloqueou um pedido de empréstimo de 500 milhões de euros que o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, acha essencial para não asfixiar a autarquia.
Daniel Oliveira, no Arrastão, diz que “Lisboa merece um pouco mais do que birras” e exige: “O PSD que (...) respeite o voto dos lisboetas, que quando votaram sabiam do empréstimo”.
Tomás Vasques, no blog Hoje há Conquilhas, recorda que “Lisboa está a pagar um preço muito alto. A bem da democracia e da responsabilidade, espero que aprovem (...) uma nova Lei Eleitoral Autárquica que (...) impeça que o desvario e a «táctica política» arruínem por décadas Lisboa e outras cidades”.
Jorge Ferreira, no blog Carmo e a Trindade, só pergunta:
“Quando é que darão descanso a Lisboa? PS e PSD têm gasto há décadas à tripa forra. Resolvam, mas poupem-nos a mais espectáculos tristes”.
“Chumbar este empréstimo é cortar as pernas ao executivo camarário”, escreve José Reis Santos no blog Loja das ideias. E depois pergunta: “Não acham que Lisboa necessita de uma certa acalmia? De que seja respeitada a vontade do eleitorado? Não acham que Lisboa deve deixar de ser uma qualquer experiência irresponsável, ou um brinquedo para estragar nas mãos da direita?»
Justamente à direita está Rui Castro no 31 da Armada:
“Quando se candidatou à presidência da capital, António Costa bem sabia que a maioria PSD na Assembleia Municipal não lhe daria descanso. (...) Pelos vistos, optou pelo caminho mais fácil, a martirização política. Até pode ser que lhe permita a reeleição daqui a 2 anos, mas torna-o igual aos demais”.
JCS , no blog Lóbi, lembra que António Costa prometeu estabilidade e entende que não está a cumprir. Escreve: ”O impasse político na cidade, que parece não ter sido ultrapassado com as eleições, faz-nos pensar como pode uma “cidade tão bonita” ser tão maltratada. Violada, eu diria, por governantes obtusos”.
Carlos Manuel Castro, no blog Palavra Aberta, recorda que o PSD “não pode assobiar para o lado, como se não tivesse nenhuma responsabilidade no estado deplorável em que se encontram os cofres da autarquia e o estado da cidade”.
A blogoesfera debate, critica, dá palpites. Mas no meio de tanta opinião politica fundamentada, acho mesmo que do estado da cidade sabe a Carolina, que tem apenas 3 anos. É com ela que fecho este olhar sobre a cidade parada, a cidade falida, a cidade em impasse. Encontrei a Carolina no blog da mãe, A Tralha, onde se escreve bem e com sensibilidade:
"A Lisboa está feia, não está, mamã?", e esta pergunta doeu-me mais do que um parto sem epidural . Não se mente às crianças, não se deve mentir às crianças, está feia sim, filha - no meio, um suspiro, uma pausa, para a voz se recompor (...). Depois do passeio de ontem, a minha Carolina acha que o Natal não vai chegar a Lisboa. Só aos centros comerciais. Que a cidade está feia e sem magia pelo ar. Tem razão: à porta de nossa casa, em pleno Marquês de Pombal, há lixo, há folhas mortas amontoadas nas sarjetas e por debaixo das rodas dos carros estacionados, há obras, passeios esburacados, carros em segunda e terceira fila, apesar de estarmos a 20 metros da Divisão de Trânsito da PSP, e da propaganda barata da Tolerância Zero”.
Fecho com o olhar da Carolina – porque, demagogia à parte, devia ser nas Carolinas todas de Lisboa que os senhores da Assembleia Municipal deviam pensar quando se encontram para decidir a cidade.
publicado por PRD às 18:19
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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