Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

2010

Fechado o ano 2009, temos um ano novinho em folha para explorar. O que nos espera este ano? O que pode mudar ou evoluir? No mundo dos blogues, 2009 continuou a ser um ano de afirmação, consistência, amadurecimento da plataforma em si. Ter um blog tornou-se algo banal – do estudante à dona de casa, do grupo de amigos ao grupo de interesses comuns, um blog é um meio de comunicação. E será tanto mais quanto mais activo estiver.

Neste quadro, 2010 será certamente o ano da afirmação da interactividade entre plataformas – um blog já não chega, e a interacção que é possível fazer entre o blog, o twitter, o facebook, os próprios meios de comunicação clássicos, tudo isso dará mais sentido à palavra rede.

Vivemos em rede, existimos em rede, e não escapamos à rede. Mesmo aqui, na Janela Indiscreta, em 2010 continuarei a abrir portas, como já vou fazendo, às extensões dos blogs nas redes sociais ou noutros patamares da Internet. É esse o caminho, é esse o futuro – e a esse propósito, permitam-me que cite aqui um parágrafo da crónica de Joaquim Vieira, provedor do leitor do jornal Público, que deixou esse lugar no domingo passado e, na despedida, escreveu o seguinte, aconselhando o jornal do futuro: “Entender o PÚBLICO não como um jornal em papel com um site agregado mas como uma marca de informação englobando os mais diversos suportes. Enfrentem a realidade: os jornais generalistas estão sob ameaça de morte, e eventualmente já condenados. O público está a emigrar em massa para a informação via digital e não irá fazer marcha atrás. (...) Teria de ser maior a aposta no on-line, pois reside aí o futuro. E não só: também noutros suportes digitais, já criados ou a criar. O PÚBLICO deveria por isso deixar de estar associado basicamente ao papel para se tornar, com toda a credibilidade que possui, numa fiável marca multimédia. A democracia precisará sempre do jornalismo, mas vai deixar de precisar dos jornais”. A crónica na integra está no blog do provedor do leitor, mas para o que me interessa esta é realmente a ideia chave – de que a blogoesfera é parte interessada, interessante, e efectiva.

Segunda-feira volto a olhar o mundo e actualidade através desta janela, mas o aviso fica aí: quem quiser estar por dentro do futuro tem de andar por aqui neste presente.

publicado por PRD às 02:12
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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