Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Do futebol à Asae

Natal ultrapassado, cá vamos a caminho do fim do ano. E qual é o estado das coisas? No futebol, o primeiro round termina com o Braga em grande forma e o Benfica logo ali à beira: dou razão a Rodrigo Moita de Deus que nos jantares de Natal por onde andou se viu grego para conseguir conversar: “Está dificil falar de futebol com sportinguistas. Bem tenho tentado mas sem sucesso. “ah não tenho ido ao estádio”, “ah não tenho visto os jogos”, “ah e tal estou cheio de trabalho”. Como se a massa adepta tivesse passado à clandestinidade”.

Na vida do país, é o tempo, ou melhor, o mau tempo, quem mais ordena – e o que se viveu ali no centro oeste foi pesadelo para umas centenas de milhares. Como se não bastasse o rasto de destruição do ciclone e da chuva, a luz foi abaixo e tardou em voltar.

Qual a responsabilidade da EDP?”, pergunta no Insurgente

André Azevedo Alves: “Sendo certo que nenhum sistema deste género pode ser invulnerável face a condições extremas, fica a dúvida sobre a forma como países onde as condições climatéricas “normais” são bem mais agrestes do que as portuguesas conseguem (ou não) assegurar a continuidade do fornecimento do serviço e sobre a responsabilização das empresas de distribuição em caso de falhas prolongadas como aconteceu mais uma vez em Portugal”. Ficámos a saber que “em zonas rurais, a rede «está muito mais exposta» (...) pelo que «não é possível garantir que uma situação destas não se repita». Este risco já não surge nas «principais cidades» do país, onde a rede é subterrânea”.

A este propósito, também, Carlos Nunes Lopes publica uma foto de António Mexia, Presidente da EDP, com a legenda óbvia: alguém viu este homem nos últimos dias?

Lá de fora regressa a ameaça terrorista que iam fazendo explodir um avião com mais de 200 passageiros a bordo. Graças a um passageiro e uma hospedeira, o terrorista foi neutralizado. “Quando a segurança dos ares parecia estar mais pacificada, eis que em pleno dia de Natal novo sobressalto sucede nos Estados Unidos”, como escreve Nuno Dias da Silva no Civilização do Espectáculo. Ele sublinha o facto do terrorista estar “incluído numa lista de indíviduos suspeitos «de baixo nível» de ameaça. Mesmo assim, teve luz verde para avançar. O que parece certo é que o crivo da segurança aperta mais nuns países do que noutros. Mais tarde ou mais cedo, nova tragédia irá acontecer. Com ou sem a inspiração da Al-Qaeda”.

E fecho a ronda de volta à terrinha, no mesmo blog, para notar os quatro anos de vida da ASAE. Nuno tem razão quando diz que o organismo “já não tem a legião de detractores de outrora. Se calhar nem metade, porventura nem um terço. O epíteto de «polícia do gosto» já faz parte dos recortes dos jornais e da memória de alguns. Já poucos se lembram das campanhas anti-fumo e do encerramento de muitos restaurantes chineses”. Comecei no futebol, acabei na ASAE – o que liga as duas pontas desta crónica é essa relação amor-ódio que era comum às duas partes. Pelos vistos, da ASAE já ninguém fala. Do futebol, é só esperar por Janeiro...

 

publicado por PRD às 02:08
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2 comentários:
De Proxima Jornada a 9 de Fevereiro de 2010 às 14:22
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De Francisco a 12 de Outubro de 2010 às 14:37
Gosto muito deste blog e já o visualiso à alguns dias a acompanhar todos os posts. Não entendo quase nada de Blogs, será que existe maneira de receber os mais recentes artigos e os novos comentários no meu webmail?


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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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