Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Autarquicas

Recta final da campanha para as autarquias, as cidades mais mediáticas concentram as atenções, Lisboa inevitavelmente assume o seu lugar de capital – e está tudo em aberto entre Pedro Santana Lopes e António Costa. No mundo dos blogues, as posições extremam-se.

Sobre a candidatura de António Costa leio Adolfo Mesquita Nunes no Insurgente: “O que supreende é a extrema capacidade de António Costa conseguir congregar a maior salganhada de visões sobre a cidade de Lisboa de que há memória. Não lhe bastava ter conseguido juntar Helena Roseta a José Sá Fernandes, muito caladinhos agora para não terem que desdizer o que andaram a dizer durante as suas anteriores campanhas, como consegue agora juntar Carvalho da Silva a Maria José Nogueira Pinto”.

Bom, sobre Carvalho da Silva parece que se instalou a confusão: deu um abraço ao PS mas afinal apoia a CDU e no fundo parece que nem sequer vota em Lisboa. Adiante. Rudolfo de Castro Pimenta no blog câmara de comuns explica a enorme variedade de pessoas em volta do PS de forma simples: “Na esquerda, os sinos tocam a rebate apelando à mobilização.  Esta conseguiu algo de inédito: a unificação, e não em torno de uma ideia ou programa mas em redor do receio generalizado da vitória da coligação Lisboa com Sentido”. Nisto de apoios e salganhadas, há para todos os gostos , como sublinha Daniel Oliveira no Arrastão ao citar o regressado Sousa Cintra que disse: “Pedro Santana Lopes é o melhor presidente da Câmara de Lisboa desde o Marquês de Pombal”.

Entretanto ontem à noite os candidatos à Câmara de Lisboa juntaram-se todos na RTP-1. João Gonçalves deixou-se “dormir com nove (9...) candidatos à presidência da Câmara de Lisboa, na RTP, devidamente entremeados pela D. Fátima. Péssimo sinal”. Aliás o debate não suscitou grandes comentários dos blogues por onde andei. Em termos mais gerais. Gostei do que escreveu Maria João Marques no Insurgente, ainda que e ideia fosse criticar um dos candidatos. Mas o principio está certo:

“O próximo presidente da câmara de Lisboa deve ocupar-se em facilitar a vida dos lisboetas, seja diminuindo a burocracia para os licenciamentos de tudo e mais alguma coisa (...) seja mantendo a cidade limpa e com equipamentos (...) minimamente utilizáveis, seja não se dedicando a pedagogias destinadas aos lisboetas, ora promovendo o uso de bicicletas, ora cortando o trânsito em zonas essenciais para a mobilidade de residentes e dos que trabalham em Lisboa, ora decidindo que tipo de comércio deve ter a Baixa lisboeta”.

A cidade tem realmente mais problemas que soluções, qualquer que seja o vencedor vai ter muito com que se entreter. E para fechar deixando a esfera de Lisboa e dos Partidos, anoto a ironia de João Carvalho no Delito de Opinião: “Nos tempos difíceis que vivemos, Fátima Felgueiras, Ferreira Torres, Isaltino Morais e Valentim Loureiro são alguns dos melhores exemplos de iniciativa privada que merecem especial destaque. Todos eles começaram a trabalhar por conta de outrem, empregados neste ou naquele partido, e representam hoje casos de sucesso crescente. Qual é o segredo? Muito simples: estabeleceram-se e passaram a trabalhar por conta própria. E o certo é que, mesmo em plena crise, nenhum deles se queixa do negócio”.

E assim, a sorrir, este tempo passa melhor e mais depressa...

publicado por PRD às 03:26
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Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

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