Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Acabou uma batalha, começa outra

A imagem de José Sócrates, ontem à noite, de mão dada com António Costa, disse tudo sobre os dias que vivemos: acabou ontem uma batalha, começou hoje outra. Lá abrirei a Janela às autarquias, hoje é inevitável voltar a olhar os resultados eleitorais.

Tantas opiniões, tantos olhares, optei por uma crónica telegráfica, uma escolha de boas ideias, de palpites originais ou pelo menos inesperados...

Do blog Delito de Opinião, duas ideias:

Carlos Barbosa de Oliveira: “A vitória (do PS) pode significar a sua derrota a breve prazo. Precisará de gerir com pinças os acordos que vier a estabelecer à direita e à esquerda, até  que uma moção de censura determine a sua queda”.

Paulo Gorjão: “Não creio que Manuela Ferreira Leite tenha condições para continuar à frente do PSD por muito mais tempo. Estou seguro que a líder do PSD o sabe melhor do que ninguém”.

Zé Neves, blog Cinco Dias: “Há 19% de pessoas que votaram em partidos que, de acordo com a maioria dos comentadores e especialistas, querem desprivatizar tudo e mais alguma coisa. (...) Enfim, o anticomunismo primário de tantos e tantos comentadores conseguiu criar este monstro que é a esquerda radical. O monstro seguramente agradece e, nos próximos anos, tudo faremos para ajudá-lo a engrandecer-se na sua disformidade”.

Luís Naves, no Corta-Fitas: “Após dois anos de declínio talvez tudo isto resulte numa alteração profunda do sistema político, com menos bloco central, mais BE e mais CDS”.

Paulo Pinto Mascarenhas no ABC do PPM: “Sócrates ganhou, mas perdeu. Perdeu em primeiro lugar a maioria absoluta. Vai ter de negociar à esquerda e à direita, para conseguir governar. Ficou asfixiado democraticamente”.

André Abrantes Amaral no Insurgente: “O PS ganhou ao PSD, mas não venceu as eleições”

Francisco José Viegas, na origem das Espécies: “O BE cresceu mais (duplicou os votos); o PS não pode esquecê-lo. Podem afinar as canetas nas redacções, porque o BE vai deixar de estar acima de qualquer suspeita”

Vasco Lobo Xavier, blog Mar Salgado: “A vitória do PS não deixa de ser a derrota da sua prepotência e autoritarismo. O país pode tê-los aceite, aos socialistas, por deficiência do principal adversário; mas não volta a admitir a arrogância, sobranceria e petulância dos socialistas. Ouvido o discurso de Sócrates, não tenho a certeza de que ele tenha percebido tudo”

José Teófilo Duarte no Blog Operatório: “É engraçado: a perda da maioria absoluta de um partido é a vitória dos outros todos. Pouco para festejar, não?”

Henrique Raposo no Clube das Republicas Mortas: “O CDS é agora o partido charneira no sistema partidário português. O CDS é aquilo que o BE queria ser: a alavanca do parlamento, e a peça que fica a faltar ao puzzle parlamentar de Sócrates. Ainda bem que este poder caiu num partido que até acredita na democracia burguesa”

E para não esquecer os pequenos partidos, José Costa e Silva no blog Lóbi do Chá: “Estiveram mais pessoas no concerto dos Xutos do que a votar em onze dos dezasseis partidos”

E para fechar com graça, Francisco Proença de Carvalho no 31 da Armada: “Qualquer que seja o governo, o país só é feliz com o Benfica campeão...”

Futebol à parte, a festa da política continua para bingo. Neste caso, bingo nas autarquias.

publicado por PRD às 03:00
link do post | comentar

PRD

Pesquisar blog

 
Estes textos são escritos para serem “falados”, ou “lidos”, pelo que não só têm algumas marca de oralidade (evidentemente, propositadas...) como é meu hábito improvisar um pouco “em cima deles” no momento em que gravo a rubrica. Também é relevante dizer que, dado tratar-se de uma “revista de blog’s” – e uma vez que os blog’s não se preocupam com a oralidade ou com a eventual citação lida dos seus textos -, tomo a liberdade de editar minimamente os textos que selecciono. Faço-o apenas para que, em rádio, não se perca a ideia do blogger pelo facto de escrever frases longas e muito entrecortadas. Da mesma forma, não reproduzo palavrões nem frases pessoalmente ofensivas, assim como evito acusações cuja possibilidade de prova é diminuta ou inexistente. Sendo uma humilde crónica de rádio, tinha ainda assim de ter alguns princípios. São estes. Quem tiver razão de queixa, não hesite!

Textos recentes

...

Blog da Semana: As Penas ...

Outra vez o casamento ent...

Em dia

Lhasa de Sela

O ritual de Cavaco

2010

Blog do Ano 2009: O Alfai...

O ano 2009 - II

O ano 2009 - I

Arquivos

Outubro 2011

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

favorito

Leituras de sábado

Declaração de voto

Seis anos já cá cantam.

Na melhor revolução cai a...

Subscrever feeds