Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Guedes versus Pinto

Já é segunda-feira, há eleições europeias, há o balanço da época futebolística, eu sei isso tudo, ao futebol prometo ir amanhã, hoje não posso deixar de recuperar a noite de sexta-feira e o momento protagonizado pelo Bastonário Marinho Pinto e a jornalista Manuela Moura Guedes, na TVI. Marinho Pinto sentiu-se atacado pelo tom da apresentadora, e partiu a loiça toda – basicamente, disse-lhe que o jornalismo que ela apresenta é vergonhoso...

Nuno Ramos de Almeida, no 5 Dias, salta em defesa de Manuela: “O que incomoda muita gente no noticiário da TVI, não é o estilo da apresentação, mas o conteúdo das investigações. Era tudo tão simpático quando uma notícia podia acabar com um simples telefonema...”. No Arrastão, Daniel Oliveira coloca a coisa num ping pong de quem escolhe quem: “No confronto Manuela Moura Guedes versus Marinho Pinto quem escolhe? Manuela Moura Guedes, Marinho Pinto, uma martelada no dedo mindinho ou adora os dois e tenho a certeza que foi tudo um mal entendido”... Ironias à parte, o mesmo Daniel já tinha escrito, referindo-se ao Bastonário: “pena que que não tenha sido alguém com credibilidade a dizer o que tinha de ser dito”. No Corta-Fitas, Francisco Almeida Leite acha que “Só um País muito doente tem um homem daqueles a representar milhares de advogados (...). O que se passou ontem foi uma total falta de categoria em directo e ao vivo. (...) A pivot da TVI fez o que tinha a fazer”. Maria João Marques, no Insurgente, concorda: “A peixeirada esteve toda do lado do bastonário”. Filipe de Arede Nunes, no Risco Contínuo, vai mais longe: “O degradante espectáculo que o Dr. Marinho Pinto deu (...) foi a gota que fez transbordar o copo de muitos. Não só se colocou numa posição vergonhosa, como conseguiu perdeu um debate com a Manuela Moura Guedes, o que é quase inédito!”

Na defesa de Marinho Pinto encontro, por exemplo, Carlos Barbosa de Oliveira: “Seria interessante saber as razões que levam a TVI (...) a fazer campanha contra Marinho Pinto. Por mim, ficaria satisfeito se viessem mais 5 Marinhos Pinto. Não aprecio heróis. Gosto mais de gente corajosa (…) O corporativismo mental é um dos cancros da nossa democracia”. Também Bruno Pires, no Corta-fitas, saúda o Bastonário: “Confesso que não (...) tinha grande apreço por Marinho Pinto, mas hoje começou uma nova era. Depois do ataque letal que desferiu a Manuela Moura Guedes, admito que o bastonário dos advogados entrou directamente para o meu coração. Disse o que todos pensam, mas que poucos têm coragem de o dizer”. Mais ou menos o mesmo que pensa Nuno Dias da Silva no Civilização do Espectáculo: “O homem passou-se dos carretos e neutralizou o «rottweiller» da televisão portuguesa. Manuela ouviu o que muitos portugueses desejariam dizer-lhe na cara e não podem”.

Entre um lado e o outro, ou vendo a coisa com outra serenidade, Pedro Correia no Corta-Fitas faz a pergunta que fecha o debate: “Se eu tiver "vergonha" de certa jornalista, que "viola sistematicamente o código deontológico", e mesmo assim aceitar ser entrevistado por ela num telediário que faz "julgamentos sumários de pessoas", deverei ter vergonha de mim próprio?”

publicado por PRD às 01:31
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PRD

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